Eu Nunca (curta-metragem)
Reservando o espaço também para falar de alguns curtas de terror, que às vezes chega a ser melhor que os longas, em qualidade e duração, falo mais uma vez de um dos curtas do canal do Alex Magaña. (https://www.youtube.com/watch?v=-ziOYOGro30)
Neste, o título é Eu Nunca, da brincadeira "eu nunca". Acho que todos conhecem a brincadeira, onde algumas pessoas sentam em círculo, todas com os dedos da mão levantados e uma pessoa começa dizendo que nunca fez algo, que na maioria das vezes são ações pesadas, levando pro contexto sexual, e quando a pessoa termina de falar a frase, quem daquelas pessoas já fez aquilo abaixo um dedo. A brincadeira também é comum com um copo de cachaça. O curta-metragem me chamou atenção pela analogia que faz a uma pessoa usar máscara, fazendo referência de que nunca sabemos quem são as pessoas, que sempre se escondemos por trás de uma "máscara". Ao mesmo tempo que se você fez algo de ruim alguém um dia vem te procurar para se vingar. Eu acho que foi isso a intenção que o diretor quis passar ao trazer esse elemento criativo ao seu curta.
Nos seus 2 minutos e 42 segundos de duração, vemos a personagem encontrar duas pessoas mascaradas na rua. Ela recebe a ligação de uma amiga a chamando para ir à sua casa. Ao chegar na casa, ela vê novamente duas mulheres mascaradas escondidas por trás de uma árvore e parecendo que vai sair para pegá-la, mais rápido ela bate a porta e a sua amiga abre. Ao chegar na sala tem outras meninas ao redor do centro, elas estão brincando "eu nunca". A amiga (dona da casa) pede para a personagem principal continuar a brincadeira, ela começa falando frases bobas, sem usar o pesadão que a brincadeira costuma explorar. A dona da casa pede para ela se esforçar em falar algo melhor, então ela diz "eu nunca matei ninguém", o olhar das outras meninas paralisam nesse momento e elas começam a abaixar o dedo uma por uma enquanto o suspense vai aumentando a cada olhar que passa na tela. Quando todas baixam um dedo, elas puxam a máscara rosa e colocam em seus rostos, avançando para cima da personagem que grita assustada.

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