O Albergue parte 1 e 2 - de Eli Roth. Breve crítica.

 



Falar sobre um dos melhores filmes de terror e horror da década de 2000, é falar também de um dos diretores que admiro e que é uma das inspirações para mim. 

Eli Roth dirigiu seu primeiro longa-metragem em 2002, com baixo orçamento e com alguns "defeitos visuais" mas que foi um sucesso de bilheteria à época e hoje é uma boa referência para uma obra cult. Mas, foi em 2005 que o longa mais conhecido de sua carreira entrava para a lista de melhores filmes de terror de todos os tempos, chamado Hostel, ou, O Albergue.

O longa-metragem escrito e dirigido por Roth conta a história de dois mochileiros viajantes pela Europa, Paxton (Jay Hernandes) e Josh (Derek Richardson). No caminho eles conhecem o islandês Oli, que o faz companhia nesta viagem. Lá eles descobrem por indicação um albergue, que dizia a lenda ser rodeado de mulheres gostosas a fim de sexo. Este albergue está situado nos arredores da cidade de Bratislava, cujo nome, após assistir o filme a primeira vez desde então é meu sonho conhecer esta cidade medieval. No lugar eles fazem amizade com duas encantadoras mulheres, Natalina e Svetlana. Enquanto tudo parecia bem, as coisas ficam estranhas, quando essas belas garotas são na verdade as aliciadoras dos rapazes, e de outros hóspedes do albergue, para uma gangue de torturadores de jovens turistas nos arredores da cidade. Até aí entendemos uma farsa por trás daquele lugar aparentemente calmo e tranquilo, só para viajantes, turistas sozinhos ou acompanhados, que alimentaria o sadismo de ricos e empresários que pagavam para matar, este esquema sobre o filme deixo para falar na segunda parte.


O albergue teve estreia em 17 de setembro 2005 no festival de Toronto, chegou aos cinemas mundiais em 2006. Contando com um orçamento de quase 5 milhões USS e com faturamento de 80 milhões, o filme é considerado uma revolução no gênero para a época, que vinha trazendo um terror mais padrão e chato em ver algumas histórias repetidas. Com uma proposta diferente que misturava sexo, violência, terror e gore ao mesmo tempo, com cenas explícitas de sangue, O Albergue para mim, é um dos filmes mais perturbadores de todos os tempos, nem tanto pela violência e quantidade de carnificina que choca quem assisti, mas sim pela temática que o diretor usou; jovens viajantes que são vendidos para serem torturados e mortos, por prazer, sadismo (essa resposta só vem no segundo filme), que em algumas entrevistas que o diretor deu ele diz que inspirou em histórias reais de viajantes a primeira vez em um país e que foram mortos por um grupo de torturadores e algo assim. Para mim, isso torna-se muito assustador e até hoje eu tenho medo quando viajo, principalmente a primeira vez que viajei sozinho. É a realidade até os dias atuais. 



Em 2007, estreou o Albergue parte II, neste segundo tivemos a presença do incrível Quentin Tarantino assumindo a produção do longa. Neste segundo o diretor Eli Roth, acertou no arco dramática da história em entregar mulheres como protagonistas. O filme mantêm o estilo do original, três jovens, Beth (Laure German), Whitney (Bijou Phillips) e Lorna (Heather Matarazzo) que estão estudando Artes em Roma e ao mesmo tempo conhecendo o lugar, elas conhecem Alexia, mulher bonita e atraente que as convida para conhecer um spar muito atrativo e rejuvenescedor da região.  Elas seguem para o mesmo albergue dos rapazes do primeiro filme, mal sabendo elas do perigo que ali arrodeiam.


O longa teve maior desenvolvimento de personagem, com uma carga sensual em algumas cenas e trazendo um lado mitológico da cidade, o que para mim, é um diferencial neste segundo filme. O Albergue 2 é intenso e envolvente em todos os sentidos, ao mesmo tempo que causa repulsa e impacta com cenas violentas, em principal a do banho de sangue que causa agonia em ver uma mulher, a mais meiga e infantil do grupo, ser retalhada com uma foice igual a que a morte usa. 




Em o Albergue 2, descobrimos o esquema por trás das mortes, onde as vítimas são viajantes, na maioria das vezes inocentes e sem nenhuma segurança, são vendidas numa espécie de leilão para ricos e milionários de todo o mundo, que pagam só para vê-los morrer. Aqui dois homens bem sucedidos compram as moças e vão até lá fazer o trabalho com as próprias mãos, mal sabendo eles que no final daria errado, vence quem dá mais dinheiro, e o desfecho final ficou pelo protagonismo de Beth


O trabalho de som é bastante eficiente, a edição bem cuidadosa, os personagens mais desenvolvidos, além do trabalho do diretor, bem seguro, beneficiada pelo ótimo trabalho do designer de produção, o qual chamamos por aqui de Diretor de arte. Os sons do sangue jorrando, os ecos dos corredores e o controle de iluminação, considerando que boa parte do filme foi gravada em estúdio, promovem a relação de asco e pavor entre filme e espectadores. Para mim, sem dúvida, o Albergue 2 superou o primeiro em todos os pontos aqui destacadas.







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